Realizado o Congresso Brasileiro de Missões 2022

 

“Verdades que não podemos ignorar” foi o tema do CBM 2022 – Congresso Brasileiro de Missões, realizado de 7 a 11 de novembro em Águas de Lindóia (SP), Brasil, pela Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB). Houve cerca de 1.500 inscritos de várias faixas etárias, diversas nacionalidades e diferentes áreas de atuação missionária. O tema principal foi desdobrado ao longo do evento, com fundamentações bíblicas, situações reais e orientações práticas, por meio de preleções, testemunhos, desafios missionários, oficinas e minicursos. As principais “verdades que não podemos ignorar” apresentadas no congresso estavam fundamentadas em João 14 a 17 e foram: permanecer para frutificar, dependência do Espírito Santo e unidade para testemunho às nações.

Missão Cristocêntrica

Na abertura do congresso, Paulo Feniman, presidente da AMTB, destacou o quão necessário é atuar em missões tendo Cristo como modelo e referência, agindo como ele agiu, com espírito de servo e priorizando as pessoas. Feniman avalia que “apesar de estarmos vendo o movimento missionário brasileiro crescendo, avançando, precisamos fazer um retorno e falar de uma missão cristocêntrica”.

“Precisamos permanecer em Cristo, se desejamos ver fruto no trabalho que fazemos para Cristo” enfatizou Renaut Van Der Riet, pastor da Mosaic Church. Ainda sobre o aspecto de permanecer, Dick Brogden, diretor de área da AGWN para o mundo árabe, ressaltou que “aqueles que permanecem em Jesus trocam as suas forças e recebem dEle uma vida divina”. Jeannie Marie abordou a questão da unidade, destacando como condição essencial que “devemos colocar nossos egos, denominações e títulos aos pés da cruz e deixarmos lá”. Jeannie Marie é estrategista da Frontiers e autora do livro “Do outro lado da rua e do outro lado do mundo”, cuja edição em português foi lançada durante o CBM. Sobre o mesmo tema, Cácio Silva, missionário da APMT e WEC, usou uma analogia pitoresca, ao dizer que “Igreja sem unidade é como hambúrguer sem carne e café sem cafeína”.

Os percalços na obra foram exemplificados com relatos reais do campo missionário. Ronaldo Lidório, missionário da APMT e WEC, lembrou que “andar na vontade de Deus não isenta o cristão nem o missionário do sofrimento e do sacrifício, mas assegura a presença do Senhor Jesus em nossas vidas”. E Bárbara Burns, missionária da Juvep, destacou que “Ele permite lutas e sofrimento para que possamos dar mais frutos e, se fôssemos sábios, deveríamos agradecer por essas oportunidades em nossas vidas”.

Diversidade

Durante o evento, foram oferecidas várias oportunidades de acesso a conteúdo relevante sobre missões. Um dos recursos foram os livros. Um total de 41 títulos de diversos autores com a temática de missões foram promovidos e divulgados, muitos dos quais inéditos, lançados no próprio congresso. Foi também lançada oficialmente a pesquisa “Força Missionária Brasileira 2022” da AMTB, que é inédita no Brasil em relação a cuidado missionário. Busca entender quem são, como estão e onde estão os missionários. Mostra que o Brasil possui hoje 19 mil missionários transculturais, sendo o 5° maior movimento nacional de envio missionário, atrás dos EUA, Coreia do Sul, China e Índia. O conteúdo pode ser acessado pelo site da AMTB: https://amtb.org.br/forca-missionaria-brasileira-transcultural/

Mais de 70 organizações marcaram presença no CBM. Para permitir atenção mais detalhada a alguns temas, foram promovidas 46 oficinas, dois painéis e dois minicursos e oportunidades diversas em 70 estandes. Houve ainda um tempo especial de troca, incentivo e partilha entre mulheres e momentos próprios para crianças, incluindo brincadeiras e culto infantil. A oração cobriu intensamente o CBM 2022, antes e durante o congresso, por meio de oficinas, sala de oração e diversas outras ações ao longo da programação. Os momentos de louvor e adoração ocorreram em todas as plenárias, conduzidos por Carlinhos Veiga e Alvinho Vocal. O congresso foi finalizado com a celebração da ceia, que provocou reflexão sobre povos não alcançados que ainda não compartilham da Ceia do Senhor.

 

 

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