Nossa missão continua sendo essencial

globo-terraqueo

Por Mike Rudolph e Jonathan Worthington

 Camas para enfermos, respiradores e necrotérios temporários. Negócios fechados e pessoas sem trabalho. Incerteza. Vidas no limbo.

Enquanto os governos estatais debatem quando e como reabrir suas economias diante da pandemia, as igrejas lutam com decisões semelhantes. Que atividades são negociáveis? Que aspectos da vida em comum continuam sendo essenciais à nossa identidade e vocação?

O que é essencial?

Mesmo durante um confinamento, a pregação e o ensino devem continuar. Deus designou aos líderes a tarefa de fortalecer a igreja e equipá-la para o ministério. Uma forma é através do ministério da palavra (Efésios 4:11-12; Atos 6:2-4; 20:27-31; 2 Timóteo 4:1-5). Outras atividades são fundamentais para todos nós. Por exemplo, o evangelismo e o discipulado pessoa a pessoa são centrais para a comissão que Jesus nos deu (Mateus 28:16-20). Por outro lado, a escola dominical para adultos e o ministério de jovens são opcionais. Podemos ajudar uns aos outros a crescer de outras maneiras por enquanto (Efésios 4:15-16).

Mas e o missionário? Quando as doações são baixas ou os fundos são limitados, algo deve ser cortado. É opcional enviar e apoiar missionários? Deveriam os novos missionários esperar para arrecadar fundos até que a pandemia termine? Deveriam os indivíduos e igrejas reduzir ou retirar apoio financeiro para missionários ativos? E os missionários que estão de licença ou foram evacuados? Absolutamente não.

De que outra forma as pessoas ouvirão falar de Jesus Cristo, confiarão nele, invocarão seu nome, serão salvas e nutridas até a maturidade? Aqueles que conhecem Cristo devem continuar indo até eles, enviando novos obreiros e apoiando aqueles que se foram. Caso contrário, é impossível que o corpo de Cristo participe plenamente da Grande Comissão. A missão é fundamental.

Em Mateus 28:16-20, Jesus enfatiza três realidades que podem fortalecer a formação de discípulos transculturais, mesmo durante uma pandemia.

Toda nação pertence a Jesus

Depois de ressuscitar dos mortos, Jesus se encontrou com os onze discípulos em uma montanha da Galileia e declarou: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18). Você percebe como esta declaração é surpreendente? As pessoas que se submetem a Jesus estão sob sua autoridade. Assim como os grupos de pessoas e nações que têm valores geralmente alinhados com a Bíblia. Mas isso não é tudo. Jesus tem a mesma autoridade sobre todos os que se opõem a ele. Ele governa o mundo inteiro e todo o céu. Tem autoridade total.

A afirmação de Jesus de ter toda a autoridade não só apoia a comissão, mas também consola e desafia os discípulos que lutam. Na mesma montanha, alguns adoravam Jesus, mas outros duvidavam! (Mateus 28:17) Isso é surpreendente.

As palavras de Jesus foram tanto para os que duvidavam como para os adoradores. Independentemente de como pareciam e eram sentidas as coisas, Sua autoridade sobre tudo no céu e na terra perduraria.

Muitos dos seguidores de Cristo hoje precisam ser lembrados disso. Você já esqueceu? A realidade é mais do que aquilo que vemos ao nosso redor: doença, dor, morte, proibição de viagens, frustração, desemprego e o desconhecido. Essas coisas não são a realidade completa. Cada nação pertence a Jesus. Ele reina sobre toda a terra e todo o céu. Portanto, devemos continuar a fazer e formar discípulos em todas as nações.

Jesus está conosco

Jesus também prometeu: “E eu estarei convosco todos os dias” (Mateus 28:20). Algo muda quando nos damos conta de que o Rei está próximo. Veja estes homens que estavam com Jesus na montanha da Galileia, particularmente os que duvidavam. O que eles descobriram pode nos ajudar em uma época de pânico global.

Jesus continuou ensinando a eles sobre o Reino de Deus durante mais de um mês. Esse tempo logo terminou. Perto de Jerusalém, em Betânia, viram como ele era levado para o céu, para seu trono cósmico. Mas desta vez algo havia mudado. Todos o adoravam. Uniram-se em oração. Todos esperavam ser cheios do Espírito Santo. Jesus havia prometido dar a eles poder para ir e fazer discípulos (Atos 1,1-14; cf. Lucas 24,45-53).

Podemos nos perguntar quando e como nos envolver em um mundo que parece desconhecido ou mesmo ameaçador. Mas devemos ir adiante em nome de Jesus, com seu caráter, mensagem e autoridade, e continuar a enviar e apoiar outros. Nosso Rei não está apenas nos observando e nos guiando de “lá de cima”; ele está “aqui mesmo” conosco por meio do seu Espírito! A realidade de sua presença nos dá confiança para continuar fazendo discípulos em casa, mas também no estrangeiro.

Jesus vem de novo

Naquela montanha da Galileia, Jesus prometeu estar com seus discípulos “até a consumação do século” (Mateus 28:20). Esta frase indica que a tarefa de fazer discípulos estará completa quando o Rei voltar.

Lucas escreve que dois anjos apareceram repentinamente aos discípulos de Jesus enquanto ele ascendia (Atos 1:10). Os anjos lhes asseguraram que Jesus voltaria da mesma maneira e lhes fizeram uma pergunta: “Varões galileus, por que estais olhando para as alturas?” (Atos 1:11). Enquanto isso, ainda há muito a ser feito. Depois de receber o Espírito, saíram como testemunhas de Cristo. E outros os enviaram.

A última frase da Grande Comissão nos assegura que o fim de nossa tarefa de fazer discípulos foi estabelecido. Os vírus não nos liberam de nossa tarefa. Nem as quarentenas, desemprego em massa, redução de custos ou mesmo sofrimento. O Rei ainda não regressou, por isso seguimos em frente. Continuamos fazendo discípulos, formando discípulos, e enviando e apoiando outros para que façam o mesmo em todo o mundo até o fim dos tempos. Fazemos isto sabendo que nosso Senhor cumprirá todos os Seus propósitos. Como Jesus reina, nossa missão não é impossível. E continua sendo essencial até que ele regresse.

Fonte: Training Leaders International.

 

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Martha Claros

Diretora da Área de Comunicação da COMIBAM

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