Neste ano celebramos o Dia Mundial do Refugiado em meio à crise global

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O “Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados” (ACNUR) estabeleceu o dia 20 de junho como o Dia Mundial do Refugiado.

O número de refugiados aumenta dramaticamente ano após ano. Em 2019 alcançou um número sem precedentes: mais de 68,5 milhões de pessoas estão vivendo como deslocados e refugiados em todo o mundo. Perderam tudo e precisam de ajuda urgente para cobrir as necessidades mais básicas: alimentação, água e abrigo.

A cada dois segundos uma pessoa é forçada a se deslocar como resultado de conflitos e perseguição. A causa dos refugiados se converteu na mais grave crise global e a mais necessitada de financiamento desde que o número de refugiados vem atingindo máximas históricas, nunca vistas desde 1950. (1)

Segundo o Secretário Geral da ONU, Antonio Guterres, “as consequências da crise serão ainda ‘mais devastadoras’ para o grande número de pessoas em movimento que vivem nos países menos desenvolvidos, já que ‘um terço da população deslocada internamente vive nos dez países de maior risco da COVID-19’”. (2) Ele também apontou que essas pessoas enfrentam atualmente três crises que se combinam em uma: a de saúde, a socioeconômica e a de proteção.

Crise de saúde

As condições de superpopulação que enfrentam, muitas vezes, impedem o distanciamento social, uma necessidade de saúde que se torna “um luxo impossível”, e sofrem dificuldades no acesso aos serviços básicos de atenção de saúde, água, saneamento e nutrição.

Crise socioeconômica

Migrantes e refugiados em geral, e especialmente os que trabalham na economia informal, sem qualquer tipo de proteção social, estão caminhando para uma crise socioeconômica.

Crise de proteção

A propagação do vírus fez com que 150 países adotassem restrições drásticas em relação a fronteiras e que pelo menos 99 Estados não respondessem aos pedidos dos solicitantes de asilo por motivos de perseguição.

Em tempos de COVID-19, o ACNUR presta homenagem às pessoas refugiadas que estão na linha de frente da luta contra esta pandemia, às comunidades que as acolhem e aos trabalhadores humanitários que as apoiam.

A Conexão Oriental (CNX) tem participado dessa realidade há alguns anos e elaborou um guia com materiais, aderindo a essa ênfase global, buscando torná-la visível na Argentina e na América Latina e convidando pessoas, congregações e entidades a se juntarem a ela. Website: www.cnxoriental.com. Baixe o “Guia preparado pela Conexão Oriental”. (Em espanhol)

Por sua vez, a Tearfund lançou a campanha “Como nascido entre nós”, que terá um alcance regional, em países de língua espanhola e portuguesa. Esta campanha regional busca fortalecer a capacidade da comunidade evangélica de atender, proteger e promover os direitos dos migrantes. Os recursos desta campanha podem ser encontrados em: www.comonacidoentrenosotros.org/recursos

“Se o estrangeiro peregrinar na vossa terra, não o oprimireis. Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus”. Levítico 19:33-34

Esperamos que a igreja ibero-americana se informe, ore, doe, vá servir e/ou tome ações concretas.

Referências:

(1) www.eacnur.org/

(2) www.news.un.org/

 

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Martha Claros

Diretora da Área de Comunicação da COMIBAM

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