Crise afeta severamente a igreja venezuelana

 

A Igreja de Jesus Cristo na Venezuela, como organismo espiritual formado por indivíduos e famílias, não escapa ilesa da grave crise que afeta nossa nação. Tanto estrutural como socialmente, as igrejas vêm sofrendo os embates da situação vigente.

Nos bancos das congregações sentam-se pessoas que estão padecendo os problemas humanitários que transformaram a Venezuela em uma catástrofe de dimensões ainda incalculáveis. A fome e a desnutrição são vistas em muitos cristãos, que, com crescentes dificuldades, frequentam a cada semana suas igrejas.

A falta de dinheiro, a redução drástica das unidades de transporte, a água e a eletricidade, que também dificultam, com a irregularidade de ambos os serviços, fazem com que seja sentida a redução de participantes nas congregações.

Por sua vez, a igreja institucional vem sofrendo pela migração de muitos de seus membros, a maioria deles comprometidos com o serviço em diferentes áreas da obra de Cristo. Disto não escapam nem os ministros do Evangelho, pois muitos filhos de pastores tiveram que emigrar em busca daquilo que agora a Venezuela não lhes oferece.

Igualmente a falta de uma política de atenção estatal, contemplada na Constituição Nacional, mas não cumprida, tem dificultado às congregações adquirirem terrenos e construírem seus templos e sedes administrativas. Somado a isso, está difícil receber ajuda em moeda estrangeira pelas complicações que o Estado tem imposto à população e, por consequência, às igrejas.

Muitas são as organizações cristãs internacionais que têm desejado ajudar, enviando remédios e alimentos em grandes quantidades para serem distribuídos entre a população mais necessitada, mas ao não se aceitar a ajuda humanitária, e devido ao que ocorreu no ano passado com a organização Cáritas, da qual se confiscou uma imensa quantidade de remédios, ninguém se atreve a correr riscos.

Mas o problema mais grave que se observa entre os cristãos que mantém vida ativa na Venezuela é a inflação que não se pode conter e que não apenas tem corroído o salário das famílias, mas também tem afetado o trabalho social e espiritual das igrejas cristãs, que se sustentam unicamente com as contribuições voluntárias de seus membros, que, apesar disso, vêm fazendo grandes esforços para mitigar a necessidade do próximo, ajudando com alimentos e remédios até onde tem sido possível.

A Igreja de Cristo, como a maioria dos venezuelanos, está exigindo do governo nacional que tome as medidas econômicas necessárias e abra um canal humanitário antes que se percam mais vidas, mas sobretudo, antes que haja uma irrupção popular porque a população não suporta mais esta severa crise.

Não esqueçam que Deus está ouvindo o clamor do povo e as orações da Igreja e, em consequência, logo vai agir. O Senhor é um Deus de justiça e cada um há de comparecer diante Ele algum dia não muito distante.

Fonte: Verdade e Vida

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Martha Claros

Diretora da Área de Comunicação - COMIBAM Internacional

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