China, Rússia e Cuba se unirão ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

DDHH

No caso da China, o país asiático superou a Arábia Saudita nas votações da Assembleia Geral.

China, Rússia e Cuba estavam entre os 15 países votados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em 13 de outubro. Cabe destacar que as indicações da China e da Arábia Saudita foram fortemente criticadas por grupos de direitos humanos por causa de seu histórico ruim nesta matéria. Ambos os países se destacam na Lista Mundial de Perseguição, de Portas Abertas,  que relaciona os 50 países mais difíceis de se viver como cristãos, o que inclui também a Rússia.

O diretor executivo da UN Watch, Hillel Neuer, explicou em um relatório o seguinte: “Escolher estas ditaduras como juízes de direitos humanos da ONU é como transformar em bombeiros um grupo de incendiários”.

Por sua parte, Frans Veerman, analista de perseguição de Portas Abertas, destacou que esta eleição “poderia dar aos violadores de direitos humanos um renovado sentido de responsabilidade por estes direitos, incluindo o direito à liberdade de crenças ou liberdade religiosa”.

Não obstante, a outra face da moeda, segundo Veerman, é que as eleições abriram a porta aos países infratores para que continuem violando os Direitos Humanos: “O fato de que eles podem ser eleitos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em que pese seu pobre histórico em matéria de direitos, não só é uma mensagem e tanto para eles como para outros países, de que podem se safar”. De acordo com Veerman, a eleição desses países “elimina qualquer incentivo à mudança. E os cristãos serão os prejudicados”.

Também é importante observar que os assentos são distribuídos regionalmente e, na maioria dessas regiões, os assentos foram concedidos sob arranjos clandestinos, de acordo com o diretor da Human Rights Watch da ONU, Louis Charbonneau.

“É quando os estados não têm outra escolha que os piores candidatos encontram o caminho fácil para o conselho”, disse Charbonneau aos repórteres na semana passada, de acordo com o Washington Times. “Esta é uma realidade política infeliz, mas insistimos que precisamos de competição e de uma votação real, não falsa”.

No total, são 15 os novos membros que se unirão à assembléia do conselho de 47 nações, e seus mandatos de três anos começarão em 1º de janeiro de 2021.

Fonte: Portas Abertas

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Martha Claros

Diretora da Área de Comunicação da COMIBAM

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