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Introdução: (Este
assunto é importante … e para realmente entender a realidade do Brasil e do
movimento missionário brasileiro, temos que ver ambos no contexto do mundo).
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Quando li as primeiras duas
palavras do assunto que foi me dado, fiquei super empolgado. As estatísticas. Fiquei empolgado porque acho as
estatísticas (dados, números) uma tremenda ferramenta. Através dos números corretamente levantados
e sabiamente utilizados ganhamos uma ferramenta (um instrumento) extremamente
útil.
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Com números bem pesquisados
adquirimos a arma potencialmente poderosa que nos ajuda a:
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•.identificar
necessidades
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•.vislumbrar
possíveis estratégias
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•.estimular
oração
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•.organizar
esforços
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E a Bíblia não tem nada
contra os números em si. Inclusive, o
nome do quarto livro do Antigo Testamento é: "Números ". E o que tem de cifra dentro desse livro não
é brincadeira. E quem mandou que
fizessem essas contas foi Deus mesmo.
Não foi invenção humana.
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Cinco vezes na Bíblia Deus
mandou o pessoal contar, fazer as contas, levantar dados estatísticos. Claro, Davi errou quando ele realizou
aquele Censo sem Deus ter mandado. Mas
as outras vezes foi Deus mesmo que deu a ordem para contar.
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Mas também não queremos
exagerar. Há certos riscos que temos
que evitar.
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·Às vezes citamos tanta cifra que em vez de espalhar luz
acabamos gerando confusão.
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·O risco de supervalorizar as informações, achando que 'a
informação é poder'. Ficamos assim tão
empolgados com os gráficos bonitos e os mapas bem bolados que caímos no erro
que Isaías descreveu em seu livro no capítulo. 22 versículos 10-11 ("Contaram
as casas de Jerusalém … mas não olharam para aquele que fez estas coisas.")
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·O risco de esquecer o básico.
Ficamos manipulando dados sobre milhões de pessoas, milhares de povos
que podemos esquecer o valor de uma alma.
Jesus deixou as 99, para buscar uma única ovelha perdida. Ele valorizava, claro, as 99. Mas seu coração de pastor não o deixou
descansar até achar e salvar aquela que estava perdida.
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·O risco de pensar que agora sabemos, ou seja, esquecemos que
nenhuma situação fica estática (congelada no tempo) e a realidade é
geralmente muito mais complexa do que pensamos.
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Mas apesar desses riscos,
vale a pena fazer um esforço para conhecer os melhores (a maior quantidade
de) dados possíveis.
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O movimento missionário
moderno iniciou-se com um sapateiro chamado Guilherme Carey. Sabemos de seu coração muito
inflamado. Como ele gastava horas e
horas em oração junto a um globo feito de couro que servia de estímulo para
visualizar o mundo que Deus criou, amou e redimiu.
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Mas Carey não parou
ali. Ele era um pesquisador nato e
incansável que levantava dados sobre os povos do mundo. O folheto que ele escreveu, aquele que os
estudiosos apontam como sendo o estopim que levou à explosão do movimento
missionário moderno, foi um documento encharcado com números, dados e
estatísticas sobre o mundo.
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Que Deus nos ajude a manter
esse equilíbrio ao considerarmos (nos próximos minutos) os dados tão
importantes que iremos ver a seguir.
Que possamos ter essa menta aguda e focalizada para entender a
realidade que os números estarão sinalizando.
Mas também que possamos ter um coração sensível, quebrantado,
reconhecendo que no final das contas, tudo depende de nosso grandioso Deus.
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